25 de dezembro de 2007

Vivo, apesar de tudo

Beatriz Franco, de Santos

Todo mundo se diverte assistindo aos malabarismos que os jogadores americanos de basquete fazem com a bola. Mas essas brincadeiras viram coisa séria quando feitas pelos brasileiros de basquete de rua (streetball).

A principal diferença entre o basquete de rua e o de quadra é que no de quadra são utilizadas mais técnicas e regras, enquanto o de rua usa mais brincadeiras e abusa do molejo dos jogadores. Érico Urbano, O Magrão, jogador do time canil Street Ball, explica que as brincadeiras nas apresentações não são utilizadas nos jogos. Mas não são todos os que gostam. Segundo Érico, quem pratica o basquete de rua ainda é vítima de preconceito.

“Os clubes que antigamente sediavam jogos de basquete tinham preconceito com o basquete de rua e, às vezes, dava briga por causa das brincadeiras. Os jogadores profissionais se sentiam humilhados por não conseguirem acompanhar as passadas de bola.”

Magrão ainda acrescenta que o maior problema na região, além do preconceito, é a falta de quadras que, quando existem, estão destruídas, sem o aro na tabela. “A gente tem até uma cesta móvel que nós montamos com um aro encontrado no lixo. Quando não tem tabela na quadra, levamos ela.”

O jogador ainda tem esperança de que dê certo por aqui devido ao número de praticantes e pelo incentivo de poucas organizações, como a Black Cia. Segundo ele, está sendo organizado um campeonato que deve ter cerca de 200 participantes na região.

Magrão lamenta, porém, que o esporte só apareça em eventos se for incluído no movimento hip hop. “Ninguém entende como esporte, então temos que embarcar como algo que faz parte da cultura do hip hop, assim como a música e o grafite.”

Incentivo - Depois das primeiras conquistas, apareceram alguns patrocinadores e agora a equipe também tem o apoio da Prefeitura de Santos. “Nossa intenção é crescer, as meninas são excelentes e quanto mais incentivo melhor desempenho da equipe.”

O plano agora é conquistar mais esse campeonato da Copa Open Industrial e investir na equipe, inclusive nas meninas mais novas que estão começando no esporte e se espelham nas veteranas para alcançar os resultados.

Grupo - Tamires Ricardo Sena da Silva é uma das garotas da equipe e, segundo o técnico Anderson, é o pulmão do time. “Quando ela não joga bem, o time todo fica mal.” Apesar dos elogios, Tamires acrescenta que a equipe toda é excelente e joga como um grupo.

A jogadora de 20 anos diz que o projeto veio na hora certa, principalmente paras as meninas mais velhas como, que não têm muita aceitação em outros lugares. “O Gol de Placa veio a calhar porque ninguém dá valor ao futebol feminino e nós, mais velhas, não temos chances em outras equipes.”

Tamires, que joga futebol desde os 9 anos, pretende trasformar o futebol na sua profissão e não consegue pensar em outra coisa para fazer. “Eu amo futebol, sempre amei, então quero jogar, fazer faculdade de educação física e virar profissional.”

Black White comemora em Santos

Beatriz Franco, de Santos

Jogos de futebol marcarão a festa de comemoração do Natal e do aniversário de 30 anos do Black White, hoje, em Santos. A bola rola no Estádio Municipal Pagão, na Zona Noroeste, às 12h30, e a festa começa às 18 horas.

O Black White é dividido em três categorias: os mais jovens têm entre 15 e 17 anos. Na sequência vêm a turma com 30 anos e os veteranos, com 50.

O nome Black White vem justamente da separação que é feita para os jogos. Os times são divididos entre negros e brancos, sem relação com racismo ou preconceito. “Fica mais fácil dividir, não precisa escolher time”, explica um dos fundadores da equipe, Joel Reis.

Joel, junto com os outros fundadores, Fausto dos Santos, Márcio Dantas e Wagner Costa, explica que o objetivo do encontro é fazer uma festa para as famílias e amigos da comunidade, com apresentações musicais, refeições e brincadeiras para as crianças. Eles esperam que a confraternização tenha sequência por muitos anos. “Queremos que este grupo nunca morra e continue com nossos filhos e amigos.”

15 de dezembro de 2007

Isso que é gol de placa

Beatriz Franco, de Santos

O projeto que começou como uma idéia entre amigos para tirar crianças da rua já conseguiu patrocinadores e ganha títulos na região. É a equipe de futebol feminino do projeto Gol de Placa, que conta com 33 meninas acima de 14 anos e que treinam no Centro Esportivo M. Nascimento, na Zona Noroeste.

As meninas, em sua maioria moradoras da região, já conquistaram o 1º lugar na Copa Open Guarujá e o 3º na Copa Expresso. Agora, disputam a Copa Open Industrial. O técnico Anderson Sena Explica que começaram com o time depois de as meninas insistirem muito para treinar. “O objetivo do projeto é evitar que as crianças entrem na criminalidade e as meninas pediram para jogar. Não podíamos negar.”

Incentivo - Depois das primeiras conquistas, apareceram alguns patrocinadores e agora a equipe também tem o apoio da Prefeitura de Santos. “Nossa intenção é crescer, as meninas são excelentes e quanto mais incentivo melhor desempenho da equipe.”

O plano agora é conquistar mais esse campeonato da Copa Open Industrial e investir na equipe, inclusive nas meninas mais novas que estão começando no esporte e se espelham nas veteranas para alcançar os resultados.

Grupo - Tamires Ricardo Sena da Silva é uma das garotas da equipe e, segundo o técnico Anderson, é o pulmão do time. “Quando ela não joga bem, o time todo fica mal.” Apesar dos elogios, Tamires acrescenta que a equipe toda é excelente e joga como um grupo.

A jogadora de 20 anos diz que o projeto veio na hora certa, principalmente paras as meninas mais velhas como, que não têm muita aceitação em outros lugares. “O Gol de Placa veio a calhar porque ninguém dá valor ao futebol feminino e nós, mais velhas, não temos chances em outras equipes.”

Tamires, que joga futebol desde os 9 anos, pretende trasformar o futebol na sua profissão e não consegue pensar em outra coisa para fazer. “Eu amo futebol, sempre amei, então quero jogar, fazer faculdade de educação física e virar profissional.”

11 de dezembro de 2007

Da Baixada para o mundo

Beatriz Franco, de São Vicente

Mishel Jean Bonnaud, árbitro da Liga Regional de Futebol de Salão do Litoral Paulista e diretor dos árbitros de Santos é o mais novo integrante do quadro de árbitros de futsal da FIFA. Depois de 8 anos apitando jogos da Federação Paulista e Confederação Brasileira, Bonnaud foi indicado para o quadro internacional. “Fiquei sabendo por pessoas da Federação Paulista. Um árbitro de São Paulo saiu e eu fui indicado.”

O árbitro de 35 anos, morador do Catiapoã, em São Vicente, já foi goleiro da equipe da Perdigão, de Santos, por 10 anos e treinador do mesmo time por mais 10. Tornou-se árbitro em 1999. Em 2001 já entrava para o quadro da Federação Paulista e no ano seguinte ingressou na Confederação Brasileira de Futebol de Salão.

“Em menos de 10 anos já cheguei ao quadro da FIFA, isso é um orgulho muito grande. São só 4 vagas no Brasil e uma em São Paula, que agora é minha. Vou honrar essa oportunidade.”

Bonnaud explica que as regras do futebol de salão são unificadas, independentemente do campeonato. Então, a maior mudança agora será apitar jogos internacionais, como mundiais, sul-americanos e mundialitos. A grande expectativa é apitar o Mundial de Futsal, que acontece no ano que vem em quatro estados brasileiros. “Só árbitros da FIFA participam. Agora posso apitar os jogos da Seleção por 10 anos, tempo em que posso permanecer no quadro.”

1 de dezembro de 2007

Torça, mas cuide do coração

Beatriz Franco, de Santos

O nervosismo será inevitável durante o jogo do Corinthians contra o Grêmio. Mas essas emoções, quando não controladas, podem trazer riscos às pessoas com problemas de coração, especialmente aquelas que não sabem que têm alguma anomalia cardiovascular.

O cardiologista Sérgio Timerman explica que não assistir ao jogo, às vezes, pode ser pior, pois não saber o que está acontecendo causa mais ansiedade. “Pode assistir, mas é preciso tomar cuidado, entender que é só um jogo e que a vida não depende do resultado desse evento.”

Segundo Timerman, que é corintiano, o mais importante é se controlar, evitar bebidas alcoólicas em excesso e comida pesada. O álcool misturado ao nervosismo traz mais riscos à saúde. Na véspera, o torcedor deve descansar e falar sobre outros assuntos. No dia do jogo pode ir ao estádio, pois apesar de trazer mais emoção, o torcedor também extravasa mais seus sentimentos.

“A contenção é uma panela de pressão. Por isso, grite, xingue, chore, comemore, bote para fora o que está sentindo, mas, claro, sem agredir ninguém, nem arrumar confusão.”

Timerman alerta, porém, que é essencial a quem tem problemas cardíacos não ir sozinho ao estádio. Sempre estar acompanhado de alguém que conheça seu histórico, para saber o que fazer em casos de emergência.