27 de outubro de 2008

Torcedor já planeja 2009

Beatriz Franco, de Santos

“A torcida é crucial. Fazendo a nossa parte, o time se contagia e faz a dele.” Foi com esse pensamento que Vinícius nascimento Ferreira Santos, de 21 anos, foi até São Paulo para ajudar o Corinthians a garantir a ascenção à Série A. E deu certo. O torcedor, que foi a quase todos os jogos deste campeonato, viu seu time voltar à elite.

Vinicius diz que o Corinthians foi melhor do que ele esperava na Série B, mas não poupa críticas. “A participação foi boa, mas eles não fizeram mais do que a obrigação.” Para 2009, a expectativa é outra. O estudante acredita que, com organização, o time tem chances de tentar o título na elite. “O grupo está mais organizado, precisa de alguns reforços no ataque e no meio-de-campo, mas vai conseguir grandes resultados.”

21 de outubro de 2008

Eles querem a camisa 1

Beatriz Franco, de Santos

Todo mundo sabe que a posição mais cruel no futebol é a do goleiro. Quando acerta, não fez mais do que obrigação. Quando erra é o culpado de tudo. Pois é para fazer com que essas falhas diminuam e os defensores não sejam tão crucificados que foi criada em Santos a primeira escolinha voltada somente aos goleiros, a Defender, com aulas na quadra do Colégio Adventista.

Desde 2002, o professor Rubão, treinador de goleiros do futsal do Santos, tenta passar aos alunos e alunas todos os fundamentos importantes para um goleiro. “Quando eu comecei a trabalhar no salão, os goleiros tinham dificuldades porque não existia aquela pessoa preparada para passar o fundamental para eles. Os goleiros ficavam em um canto e não tinham a mesma atividade que os jogadores de linha.” Vendo essa dificuldade, Rubão resolveu aplicar sua experiência no salão.

Com isso, a escola Defender tem conseguido excelentes resultados. Hoje tem cerca de 25 alunos. “Muitos garotos daqui saem para outros clubes ou os próprios treinadores trazem seus goleiros para cá para serem aprimorados”, explica Rubão.

Sonho – Apesar de ser o sonho de muitas crianças, nem todos podem ser o novo Ronaldinho Gaúcho, por isso escolhem jogar no gol. “Muitos tem deficiência de jogar na linha, e no gol eles se sentem importantes porque estão colaborando com o time.” As principais características de um bom goleiro são disciplina, esforço e principalmente a vontade de estar no gol. “O aluno aqui fica bem focado na aula e com força de vontade para aprender, ele com certeza será um bom goleiro.” Os treinos na Escola Defender acontecem todas as segundas, às 18 horas, na quadra do Colégio Adventista. A mensalidade custa R$ 35,00.

16 de outubro de 2008

São Vicente mais radical

Beatriz Franco, de São Vicente

Os praticantes de skate, bike e patins in-line de São Vicente terão um novo incentivo ao esporte. Depois de dois anos de planejamento, será fundada neste domingo a Associação Vicentina de Esportes Radicais (Aver), com os objetivos de promover campeonatos, ensinar crianças e realizar um projeto social.

“Nós andamos de skate há mais de 20 anos e tivemos a idéia de criar uma associação, inicialmente de skate, mas depois resolvemos expandir e criamos a Aver”, explica o presidente da Associação, Odalmir Martins dos Santos.

Ele conta que apesar de muito recente, a Aver já tem projetos em andamento, como o de uma escolinha de skate para crianças de 5 a 12 anos, que funciona todos os domingos na praça Matteo Bei, no Jóquei Clube. “Nós temos 30 crianças, mas poderíamos ter mais, o problema é que não temos estrutura para colocar instrutores. São voluntários, então não temos ainda como aceitar mais crianças”.

Meta – Uma das metas da Aver é conseguir melhorias na pista de skate utilizada. Segundo Martins, ela não é ruim, mas como foi feita em 2002 já está desatualizada, precisa de reformas, especialmente para comportar a escolinha. “Nós precisamos de bebedouros, lixeiras e um material melhor na pista. Mas não culpo a prefeitura, a culpa é nossa, por não nos organizarmos antes para dar o suporte necessário à prefeitura.”

Também no domingo, a partir das 9 horas, acontece a última etapa do Campeonato Vicentino de Skate para atletas mirins e iniciantes. Os interessados podem ir à Praça Matteo Bei e fazer a inscrição até às 13 horas. Para se associar à Aver falar com Odalmir pelo telefone 9113-4805.

11 de outubro de 2008

Um passo para a vida

Beatriz Franco, de Santos

Dezesseis anos separam um momento trágico de um retorno glorioso do lutador de muay thai Emerson Ricardo Ábila, o Naja (ecko unltd), de 32 anos. Neste sábado, na competição Fair Fight, que acontece no Ginásio do Esporte Clube Sírio, em São Paulo, Naja pretende mostrar que um vencedor nunca desiste.

Aos 16 anos, o lutador vivia um excelente momento na carreira, era campeão brasileiro e sul-americano e havia trazido o esporte para Santos, quando uma tragédia quase acabou com seus sonhos. Ele sofreu um acidente de moto e teve seu pé esquerdo decepado. “Os médicos diziam que eu nunca mais iria praticar nenhum esporte, não conseguiria andar”, conta ele.

Mas é nessas horas que um campeão mostra sua força. Naja aceitou sua situação, mas voltou a dar aulas. Foi aí que tudo mudou. Sete anos depois do acidente, já participava do Campeonato Internacional de Vale Tudo. “Fui começando aos poucos, minha intenção não era treinar, mas percebi que conseguia mais, então comecei a treinar boxe que usava menos as pernas e participei da competição de vale tudo”, conta o atleta, que diz ter formado muitos lutadores da Cidade.

Depois de muita recuperação e treinamento, a Fair Fight deste sábado será a primeira competição de muay thai que naja participa após o acidente. Depois dela, já tem outra luta programada para novembro, com o irmão do lutador Ramon Decker.

Sacrifício é seu sobrenome

A expectativa é tanta para a Fair Fight que Naja não poupa sacrifícios para participar. O lutador, que pesa 90kg, vai lutar na categoria Grand Prix, até 76kg. Para isso, ele emagreceu 12 quilos em três meses e passou os últimos 6 dias comendo 20% do que está acostumado para perder os dois quilos restantes.

Para os lutadores, esse é um evento muito importante, por ser o primeiro campeonato no Brasil disputado com as regras tailandesas, aceitando inclusive cotoveladas.

Só esse esforço já é motivo de comemoração para o também lutador Jorge Zumbi, amigo de Naja que veio do Rio de Janeiro para apoiá-lo. “A vitória pertence aquém acredita. Só pelo sacrifício, ele já é um vencedor. Eu mesmo não faria isso”, elogia.

Ao contrário do que possa parecer, o treinador de Naja, Fábio Duarte, afirma que essa dieta não irá prejudicá-lo. “Depois da pesagem ele vai voltar a comer normalmente para repor as energias e como é mais forte do que os outros terá boas chances.” Duarte acredita que vencerá a competição quem tiver a tática para se machucar menos e que Naja é diferenciado por ser canhoto. “Estamos indo para ganhar, não para participar.”

“Quando caí e olhei, eu estava sem o pé”

O acidente de Naja aconteceu em 1992, no bairro do Embaré, em Santos. Naja estava numa moto na Avenida Pedro Lessa, quando um carro que trafegava pela Rua Alexandre Martins, que na época era mão dupla, fez uma conversão proibida e o atingiu, decepando seu pé.

“Quando caí e olhei, eu estava sem o pé. Ele tinha ficado do outro lado, dentro do tênis.” Felizmente, os médicos conseguiram reimplantar o membro, mas o lutador ficou um mês internado e dois anos em uma cadeira de rodas, sem poder colocar o pé no chão.

Com o treinamento e o apoio dos amigos, Naja conseguiu voltar a competir sete anos depois.

4 de outubro de 2008

Franklin, o bicho-papão da Baixada

Beatriz Franco, de Santos

Quando se pensa em pedestrianismo, a primeira imagem é de um esporte solitário. No entanto, foram justamente as amizades que fizeram com que Franklin Barcelos (Ao Fiel Barateiro/ Auto Escola Sensação/ Fitness Shop) não desistisse do esporte. Graças a isso, hoje Franklin é campeão santista da modalidade, tendo vencido cinco das seis etapas da corrida.

O atleta começou a correr por hobby, achando que seria uma maneira fácil de arrumar dinheiro com as premiações das provas. “Quando percebi que não era assim, pensei em desistir, mas foram os amigos do grupo onde eu corria que me convenceram a continuar”, relembra.

E Franklin deve agradecer a esses amigos sempre, pois depois de apenas um ano de treino, o corredor já era campeão juvenil dos 10km Tribuna FM. Já na edição deste ano, ele chegou a 21ª posição, sendo o primeiro colocado da baixada Santista, objetivo que também alcançou na Meia-Maratona de Praia Grande, terminando em 12º lugar.

Mas nem só de alegrias vive a vida de um atleta. Franklin conta que nos três primeiros anos de corrida, brigava diariamente com seu pai, que não aceitava sua opção. “Ele não me apoiava porque se preocupava. Principalmente depois que larguei um curso técnico faltando um semestre para terminar.” Hoje, a relação é outra. O corredor corre com o pai sempre que possível e tem nele um técnico.

Inspiração – Mesmo com as dificuldades, Franklin acredita que a proximidade com sua mulher e filho dão mais tranqüilidade para que ele possa treinar. “Com eles por perto, não me preocupo com nada.” A próxima competição do corredor é a Meia-Maratona de Toledo, no dia 19 de outubro, na cidade de Toledo.