Até o dia 25, Praia Grande será sede da 11ª edição dos Jogos Estaduais do Idoso, que conta com cerca de 2.500 participantes de 177 cidades do Estado de São Paulo. A abertura acontece hoje, às 15 horas, no Ginásio Municipal Falcão, e terá apresentação do cantor Daniel e de outros grupos da região.
Os jogos contam com 11 modalidades em disputa, com três equipes em cada uma. Os participantes, que devem ter no mínimo 60 anos, foram classificados nos Jogos Regionais do Idoso, realizados no interior e na capital do Estado.
A cerimônia de abertura é destinada somente às delegações das cidades participantes. Santos, São Vicente, praia Grande, Itanhaém e Bertioga já confirmaram presença nos Jogos.
Incentivo é a palavra-chave na vida de Larissa Mariane Medeiros há muito tempo. Aos 13 anos, ela faz parte da equipe pré-mirim de basquete Fupes-Semes que está disputando o Campeonato Paulista de Basquete. O detalhe é que Larissa é a única deficiente auditiva do time.
A iniciativa para a prática do esporte partiu de sua mãe, Maria de Lourdes Medeiros Araújo, que a levou para participar do projeto “basquetebol para a vida inteira”, realizado pela Secretaria de Esportes de Santos. Surda desde os 3 anos, Larissa não encontra dificuldades no esporte. “Ela entende da mesma maneira que as outras meninas, mesmo sem ouvir e sem falar.”
A técnica do time e uma das coordenadoreas do projeto, Solange Maria Jaime Ribeiro, concorda e explica que nos campeonatos nem a arbitragem percebia a diferença da jovem jogadora, que atua como lateral ou pivô. “Como as partes sensorial e motora da Larissa são perfeitas, os árbitros não percebem.”
Apoio - Maria de Lourdes conta que houve uma época em que Larissa quis deixar de treinar e de ir à escola por não conseguir se comunicar com as colegas, que não conhecem a linguagem de sinais. Com o objetivo de incentivá-la, sua mãe, que é diarista, foi pesquisar sobre o assunto e escreveu um livro, com o apoio de outros profissionais da área, para ensinar as crianças sobre a linguagem de sinais.
A obra, intitulada “Desvelar”, será lançada no fim do mês e parte da renda será usada para um projeto que Maria de Lourdes pretende pôr em prática para profissionalizar jovens com deficiências.
Sete oficiais da Baixada Santista se classificaram para o Campeonato Brasileiro de Judô da Polícia Militar. A equipe formada pelo sargento Adalberto Rocha Filho, cabo Marcelo Ricci e pelos soldados Delson Soldani, George Alves, Alessandro Luz, Daniel Maduro e Victor da Cunha, conquistou o 1º lugar nas categorias máster e sênior individuais e na geral individual, além do bronze por equipes no Torneio de Judô da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Para o sargento Adalberto, o campeonato favorece a integração dos policiais. “Na nossa equipe temos oficiais de toda a Baixada, Guarujá, Bertioga, Santos e podemos conhecer a competição de todo o Estado.”
Internacional - Com estes resultados, além da vaga no Brasileiro, os policiais têm a chance de integrar a equipe que participa de disputas internacionais. E não será difícil, já que no ano passado os oficiais da região foram campeões na categoria sênior da 1ª edição sul-americana do International Fire games.
O sargento explica que o nível da competição foi alto e acredito que um bom trabalho pôde ser realizado. “Nosso objetivo agora é intensificar os treinamentos para o brasileiro, que acontece em março do ano que vem, e esperar uma chance para competir num Mundial novamente.”
“Só agora estou entendendo a situação. É uma emoção e uma responsabilidade muito grande.” Esta é a descrição do professor de caratê Kazunori Yonamine para a sensação de chegar ao 9º Dan, a segunda maior graduação do esporte no Brasil.
Nascido em Okinawa, no Japão, e há 47 anos no Brasil, Yonamine credita essa homenagem à dedicação com que vem praticando o caratê na Baixada Santista. “Para alcançar um grau deses é preciso trabalhar muito pelo esporte, conhecer a cultura do caratê no Japão.”
O professor é o segundo do País a atingir um grau como esse. O único superior a ele foi seu professor, o mestre Yoshihide Shinzato, que chegou ao 10º Dan. Para alcançar essa graduação é necessário ser indicado por outros esportistas do mesmo nível no Japão.
Yonamine veio para o Brasil na época das primeiras imigrações japonesas e conta que começou a lutar caratê por incentivo de um mestre que veio com ele do Japão.
Segundo ele, os jovens alunos são muito dedicados, mas a maior dificuldade deles é entender e conhecer a cultura japonesa, pois nenhum conhece o país ainda.
Por esse trabalho realizado com os jovens em São Vicente, será feita uma homenagem a Yonamine pelo prefeito Tércio Garcia. O evento acontece no domingo, dia 11, às 10 horas, no Ginásio Poliesportivo Dondinho, no Catiapoã. Além da homenagem, na cerimônia estarão presentes esportistas de todo o Estado e haverá apresentações de alunos e ex-alunos do professor.
Incentivo -O caratê é uma arte marcial baseada no equilíbrio emocional e na defesa pessoal. Apesar dos benefícios trazidos por essa prática, o professor Osmar Vieira, vice-presidente da organização Shidokan do Brasil, explica que tem havido uma queda nos alunos das academias porque a modalidade ainda não é muito divulgada.
“No futebol de salão, por exemplo, você vê vários pais esperando uma vaga para seus filhos, mas nas artes marciais não.”
Para ele, é preciso um exemplo na mídia para atrair os jovens, “o judoca Rogério Sampaio trouxe muitas crianças, mas agora só querem saber do Ronaldinho”.
A capoeira e a cultura afro-brasileira são os temas do Festival de Capoeira Cheguei para Somar 2007, que acontece em São Vicente de hoje a domingo. Em comemoração ao mês da Consciência Negra, o evento anual, organizado pelos professores Gula e Mestre Kaco, do Grupo Anca Capoeira, terá aulas abertas ao público e outras atividades.
A novidade deste ano é a aula de jongo, uma dança de origem africana considerada uma das influências para a formação do samba carioca. Essa aula será dada pelo professor Mariel, vindo de Angra dos Reis para o evento. O festival contará também com convidados de outras cidades, como Belo Horizonte, Brasília e Barretos.
Gula explica que procura trazer novidades a cada ano e que a vinda de praticantes de outras cidades é importante. “O intercâmbio com pessoas de outros lugares é bom, traz novidades como o jongo que poucos da nossa região conhecem.”
Programação - Hoje, às 20h30, haverá uma grande aula de capoeira e roda de convidados na Praça Tom Jobim. Já a aula de jongo será amanhã, as 9 horas, no Centro Esportivo Robinho, e as inscrições custam R$ 15,00.
Às 14 horas, no Mirante da Ilha Porchat, haverá apresentações de capoeira e às 16 horas, no Tumiaru, a troca de graduação dos capoeiristas e uma apresentação de jongo estão programados. A entrada para essas apresentações custa R$ 2,00. A partir das 21 horas, no Robinho, um churrasco, por R$ 10,00, reunirá os participantes.
No domingo haverá uma roda de mestres na Vila de São Vicente, em frente à Igreja Matriz, às 9h30. E às 14 horas, no Robinho, um campeonato de canto e acrobacias. A taxa é de R$ 10,00.
Nadadora bicampeã dos Jogos das Indústrias, vice nos Jogos do SESI da Região Sudeste de 2006 e classificada para a edição de 2007. Mesmo com esses títulos, Thaís Helena Moderno Augusto, de 24 anos, considera a natação apenas um hobby.
Nos Jogos das Indústrias deste ano, na Capital, Thaís ganhou dois ouros nas provas de 50m peito e 50m costas. Com o resultado, se classificou para representar o Estado nos Jogos do SESI da Região Sudeste de 2007, nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, em Vitória, no Espírito Santo.
Patrocinada pela Fosfertil, empresa na qual trabalha como analista de materiais, Thaís nada desde os 3 anos, mas explica que ao decidir participar dos Jogos das Indústrias, em 2006, estava sem treinar há três anos.
Treino - Thaís, moradora da Encruzilhada, em Santos, é formada em tecnologia mecatrônica e cursa engenharia mecânica. Para ela, o nível dos Jogos das Indústrias foi bom, mas tinha poucos nadadores. “Seria melhor se mais pessoas tivessem participado.”
A nadadora vai começar a treinar na próxima semana e espera vencer os Jogos para se classificar para o Campeonato Brasileiro, que acontece em maio de 2008, em Manaus. Mesmo assim, Thaís afirma que não pretende nadar profissionalmente. “Eu quero ser engenheira, nadar é só um hobby.”