25 de dezembro de 2007

Vivo, apesar de tudo

Beatriz Franco, de Santos

Todo mundo se diverte assistindo aos malabarismos que os jogadores americanos de basquete fazem com a bola. Mas essas brincadeiras viram coisa séria quando feitas pelos brasileiros de basquete de rua (streetball).

A principal diferença entre o basquete de rua e o de quadra é que no de quadra são utilizadas mais técnicas e regras, enquanto o de rua usa mais brincadeiras e abusa do molejo dos jogadores. Érico Urbano, O Magrão, jogador do time canil Street Ball, explica que as brincadeiras nas apresentações não são utilizadas nos jogos. Mas não são todos os que gostam. Segundo Érico, quem pratica o basquete de rua ainda é vítima de preconceito.

“Os clubes que antigamente sediavam jogos de basquete tinham preconceito com o basquete de rua e, às vezes, dava briga por causa das brincadeiras. Os jogadores profissionais se sentiam humilhados por não conseguirem acompanhar as passadas de bola.”

Magrão ainda acrescenta que o maior problema na região, além do preconceito, é a falta de quadras que, quando existem, estão destruídas, sem o aro na tabela. “A gente tem até uma cesta móvel que nós montamos com um aro encontrado no lixo. Quando não tem tabela na quadra, levamos ela.”

O jogador ainda tem esperança de que dê certo por aqui devido ao número de praticantes e pelo incentivo de poucas organizações, como a Black Cia. Segundo ele, está sendo organizado um campeonato que deve ter cerca de 200 participantes na região.

Magrão lamenta, porém, que o esporte só apareça em eventos se for incluído no movimento hip hop. “Ninguém entende como esporte, então temos que embarcar como algo que faz parte da cultura do hip hop, assim como a música e o grafite.”

Incentivo - Depois das primeiras conquistas, apareceram alguns patrocinadores e agora a equipe também tem o apoio da Prefeitura de Santos. “Nossa intenção é crescer, as meninas são excelentes e quanto mais incentivo melhor desempenho da equipe.”

O plano agora é conquistar mais esse campeonato da Copa Open Industrial e investir na equipe, inclusive nas meninas mais novas que estão começando no esporte e se espelham nas veteranas para alcançar os resultados.

Grupo - Tamires Ricardo Sena da Silva é uma das garotas da equipe e, segundo o técnico Anderson, é o pulmão do time. “Quando ela não joga bem, o time todo fica mal.” Apesar dos elogios, Tamires acrescenta que a equipe toda é excelente e joga como um grupo.

A jogadora de 20 anos diz que o projeto veio na hora certa, principalmente paras as meninas mais velhas como, que não têm muita aceitação em outros lugares. “O Gol de Placa veio a calhar porque ninguém dá valor ao futebol feminino e nós, mais velhas, não temos chances em outras equipes.”

Tamires, que joga futebol desde os 9 anos, pretende trasformar o futebol na sua profissão e não consegue pensar em outra coisa para fazer. “Eu amo futebol, sempre amei, então quero jogar, fazer faculdade de educação física e virar profissional.”

Black White comemora em Santos

Beatriz Franco, de Santos

Jogos de futebol marcarão a festa de comemoração do Natal e do aniversário de 30 anos do Black White, hoje, em Santos. A bola rola no Estádio Municipal Pagão, na Zona Noroeste, às 12h30, e a festa começa às 18 horas.

O Black White é dividido em três categorias: os mais jovens têm entre 15 e 17 anos. Na sequência vêm a turma com 30 anos e os veteranos, com 50.

O nome Black White vem justamente da separação que é feita para os jogos. Os times são divididos entre negros e brancos, sem relação com racismo ou preconceito. “Fica mais fácil dividir, não precisa escolher time”, explica um dos fundadores da equipe, Joel Reis.

Joel, junto com os outros fundadores, Fausto dos Santos, Márcio Dantas e Wagner Costa, explica que o objetivo do encontro é fazer uma festa para as famílias e amigos da comunidade, com apresentações musicais, refeições e brincadeiras para as crianças. Eles esperam que a confraternização tenha sequência por muitos anos. “Queremos que este grupo nunca morra e continue com nossos filhos e amigos.”

15 de dezembro de 2007

Isso que é gol de placa

Beatriz Franco, de Santos

O projeto que começou como uma idéia entre amigos para tirar crianças da rua já conseguiu patrocinadores e ganha títulos na região. É a equipe de futebol feminino do projeto Gol de Placa, que conta com 33 meninas acima de 14 anos e que treinam no Centro Esportivo M. Nascimento, na Zona Noroeste.

As meninas, em sua maioria moradoras da região, já conquistaram o 1º lugar na Copa Open Guarujá e o 3º na Copa Expresso. Agora, disputam a Copa Open Industrial. O técnico Anderson Sena Explica que começaram com o time depois de as meninas insistirem muito para treinar. “O objetivo do projeto é evitar que as crianças entrem na criminalidade e as meninas pediram para jogar. Não podíamos negar.”

Incentivo - Depois das primeiras conquistas, apareceram alguns patrocinadores e agora a equipe também tem o apoio da Prefeitura de Santos. “Nossa intenção é crescer, as meninas são excelentes e quanto mais incentivo melhor desempenho da equipe.”

O plano agora é conquistar mais esse campeonato da Copa Open Industrial e investir na equipe, inclusive nas meninas mais novas que estão começando no esporte e se espelham nas veteranas para alcançar os resultados.

Grupo - Tamires Ricardo Sena da Silva é uma das garotas da equipe e, segundo o técnico Anderson, é o pulmão do time. “Quando ela não joga bem, o time todo fica mal.” Apesar dos elogios, Tamires acrescenta que a equipe toda é excelente e joga como um grupo.

A jogadora de 20 anos diz que o projeto veio na hora certa, principalmente paras as meninas mais velhas como, que não têm muita aceitação em outros lugares. “O Gol de Placa veio a calhar porque ninguém dá valor ao futebol feminino e nós, mais velhas, não temos chances em outras equipes.”

Tamires, que joga futebol desde os 9 anos, pretende trasformar o futebol na sua profissão e não consegue pensar em outra coisa para fazer. “Eu amo futebol, sempre amei, então quero jogar, fazer faculdade de educação física e virar profissional.”

11 de dezembro de 2007

Da Baixada para o mundo

Beatriz Franco, de São Vicente

Mishel Jean Bonnaud, árbitro da Liga Regional de Futebol de Salão do Litoral Paulista e diretor dos árbitros de Santos é o mais novo integrante do quadro de árbitros de futsal da FIFA. Depois de 8 anos apitando jogos da Federação Paulista e Confederação Brasileira, Bonnaud foi indicado para o quadro internacional. “Fiquei sabendo por pessoas da Federação Paulista. Um árbitro de São Paulo saiu e eu fui indicado.”

O árbitro de 35 anos, morador do Catiapoã, em São Vicente, já foi goleiro da equipe da Perdigão, de Santos, por 10 anos e treinador do mesmo time por mais 10. Tornou-se árbitro em 1999. Em 2001 já entrava para o quadro da Federação Paulista e no ano seguinte ingressou na Confederação Brasileira de Futebol de Salão.

“Em menos de 10 anos já cheguei ao quadro da FIFA, isso é um orgulho muito grande. São só 4 vagas no Brasil e uma em São Paula, que agora é minha. Vou honrar essa oportunidade.”

Bonnaud explica que as regras do futebol de salão são unificadas, independentemente do campeonato. Então, a maior mudança agora será apitar jogos internacionais, como mundiais, sul-americanos e mundialitos. A grande expectativa é apitar o Mundial de Futsal, que acontece no ano que vem em quatro estados brasileiros. “Só árbitros da FIFA participam. Agora posso apitar os jogos da Seleção por 10 anos, tempo em que posso permanecer no quadro.”

1 de dezembro de 2007

Torça, mas cuide do coração

Beatriz Franco, de Santos

O nervosismo será inevitável durante o jogo do Corinthians contra o Grêmio. Mas essas emoções, quando não controladas, podem trazer riscos às pessoas com problemas de coração, especialmente aquelas que não sabem que têm alguma anomalia cardiovascular.

O cardiologista Sérgio Timerman explica que não assistir ao jogo, às vezes, pode ser pior, pois não saber o que está acontecendo causa mais ansiedade. “Pode assistir, mas é preciso tomar cuidado, entender que é só um jogo e que a vida não depende do resultado desse evento.”

Segundo Timerman, que é corintiano, o mais importante é se controlar, evitar bebidas alcoólicas em excesso e comida pesada. O álcool misturado ao nervosismo traz mais riscos à saúde. Na véspera, o torcedor deve descansar e falar sobre outros assuntos. No dia do jogo pode ir ao estádio, pois apesar de trazer mais emoção, o torcedor também extravasa mais seus sentimentos.

“A contenção é uma panela de pressão. Por isso, grite, xingue, chore, comemore, bote para fora o que está sentindo, mas, claro, sem agredir ninguém, nem arrumar confusão.”

Timerman alerta, porém, que é essencial a quem tem problemas cardíacos não ir sozinho ao estádio. Sempre estar acompanhado de alguém que conheça seu histórico, para saber o que fazer em casos de emergência.

22 de novembro de 2007

Começam os Jogos do Idoso em PG

Beatriz Franco, de Praia Grande

Até o dia 25, Praia Grande será sede da 11ª edição dos Jogos Estaduais do Idoso, que conta com cerca de 2.500 participantes de 177 cidades do Estado de São Paulo. A abertura acontece hoje, às 15 horas, no Ginásio Municipal Falcão, e terá apresentação do cantor Daniel e de outros grupos da região.

Os jogos contam com 11 modalidades em disputa, com três equipes em cada uma. Os participantes, que devem ter no mínimo 60 anos, foram classificados nos Jogos Regionais do Idoso, realizados no interior e na capital do Estado.

A cerimônia de abertura é destinada somente às delegações das cidades participantes. Santos, São Vicente, praia Grande, Itanhaém e Bertioga já confirmaram presença nos Jogos.

21 de novembro de 2007

Força vem do sangue

Beatriz Franco, de Santos

Incentivo é a palavra-chave na vida de Larissa Mariane Medeiros há muito tempo. Aos 13 anos, ela faz parte da equipe pré-mirim de basquete Fupes-Semes que está disputando o Campeonato Paulista de Basquete. O detalhe é que Larissa é a única deficiente auditiva do time.

A iniciativa para a prática do esporte partiu de sua mãe, Maria de Lourdes Medeiros Araújo, que a levou para participar do projeto “basquetebol para a vida inteira”, realizado pela Secretaria de Esportes de Santos. Surda desde os 3 anos, Larissa não encontra dificuldades no esporte. “Ela entende da mesma maneira que as outras meninas, mesmo sem ouvir e sem falar.”

A técnica do time e uma das coordenadoreas do projeto, Solange Maria Jaime Ribeiro, concorda e explica que nos campeonatos nem a arbitragem percebia a diferença da jovem jogadora, que atua como lateral ou pivô. “Como as partes sensorial e motora da Larissa são perfeitas, os árbitros não percebem.”

Apoio - Maria de Lourdes conta que houve uma época em que Larissa quis deixar de treinar e de ir à escola por não conseguir se comunicar com as colegas, que não conhecem a linguagem de sinais. Com o objetivo de incentivá-la, sua mãe, que é diarista, foi pesquisar sobre o assunto e escreveu um livro, com o apoio de outros profissionais da área, para ensinar as crianças sobre a linguagem de sinais.

A obra, intitulada “Desvelar”, será lançada no fim do mês e parte da renda será usada para um projeto que Maria de Lourdes pretende pôr em prática para profissionalizar jovens com deficiências.

15 de novembro de 2007

Judocas da PM vencem e avançam

Beatriz Franco, de Santos

Sete oficiais da Baixada Santista se classificaram para o Campeonato Brasileiro de Judô da Polícia Militar. A equipe formada pelo sargento Adalberto Rocha Filho, cabo Marcelo Ricci e pelos soldados Delson Soldani, George Alves, Alessandro Luz, Daniel Maduro e Victor da Cunha, conquistou o 1º lugar nas categorias máster e sênior individuais e na geral individual, além do bronze por equipes no Torneio de Judô da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Para o sargento Adalberto, o campeonato favorece a integração dos policiais. “Na nossa equipe temos oficiais de toda a Baixada, Guarujá, Bertioga, Santos e podemos conhecer a competição de todo o Estado.”

Internacional - Com estes resultados, além da vaga no Brasileiro, os policiais têm a chance de integrar a equipe que participa de disputas internacionais. E não será difícil, já que no ano passado os oficiais da região foram campeões na categoria sênior da 1ª edição sul-americana do International Fire games.

O sargento explica que o nível da competição foi alto e acredito que um bom trabalho pôde ser realizado. “Nosso objetivo agora é intensificar os treinamentos para o brasileiro, que acontece em março do ano que vem, e esperar uma chance para competir num Mundial novamente.”

9 de novembro de 2007

Honra para poucos

Beatriz Franco, de São Vicente

“Só agora estou entendendo a situação. É uma emoção e uma responsabilidade muito grande.” Esta é a descrição do professor de caratê Kazunori Yonamine para a sensação de chegar ao 9º Dan, a segunda maior graduação do esporte no Brasil.

Nascido em Okinawa, no Japão, e há 47 anos no Brasil, Yonamine credita essa homenagem à dedicação com que vem praticando o caratê na Baixada Santista. “Para alcançar um grau deses é preciso trabalhar muito pelo esporte, conhecer a cultura do caratê no Japão.”

O professor é o segundo do País a atingir um grau como esse. O único superior a ele foi seu professor, o mestre Yoshihide Shinzato, que chegou ao 10º Dan. Para alcançar essa graduação é necessário ser indicado por outros esportistas do mesmo nível no Japão.

Yonamine veio para o Brasil na época das primeiras imigrações japonesas e conta que começou a lutar caratê por incentivo de um mestre que veio com ele do Japão.

Segundo ele, os jovens alunos são muito dedicados, mas a maior dificuldade deles é entender e conhecer a cultura japonesa, pois nenhum conhece o país ainda.

Por esse trabalho realizado com os jovens em São Vicente, será feita uma homenagem a Yonamine pelo prefeito Tércio Garcia. O evento acontece no domingo, dia 11, às 10 horas, no Ginásio Poliesportivo Dondinho, no Catiapoã. Além da homenagem, na cerimônia estarão presentes esportistas de todo o Estado e haverá apresentações de alunos e ex-alunos do professor.

Incentivo - O caratê é uma arte marcial baseada no equilíbrio emocional e na defesa pessoal. Apesar dos benefícios trazidos por essa prática, o professor Osmar Vieira, vice-presidente da organização Shidokan do Brasil, explica que tem havido uma queda nos alunos das academias porque a modalidade ainda não é muito divulgada.

“No futebol de salão, por exemplo, você vê vários pais esperando uma vaga para seus filhos, mas nas artes marciais não.”

Para ele, é preciso um exemplo na mídia para atrair os jovens, “o judoca Rogério Sampaio trouxe muitas crianças, mas agora só querem saber do Ronaldinho”.

Capoeira da boa invade São Vicente

Beatriz Franco, de São Vicente

A capoeira e a cultura afro-brasileira são os temas do Festival de Capoeira Cheguei para Somar 2007, que acontece em São Vicente de hoje a domingo. Em comemoração ao mês da Consciência Negra, o evento anual, organizado pelos professores Gula e Mestre Kaco, do Grupo Anca Capoeira, terá aulas abertas ao público e outras atividades.

A novidade deste ano é a aula de jongo, uma dança de origem africana considerada uma das influências para a formação do samba carioca. Essa aula será dada pelo professor Mariel, vindo de Angra dos Reis para o evento. O festival contará também com convidados de outras cidades, como Belo Horizonte, Brasília e Barretos.

Gula explica que procura trazer novidades a cada ano e que a vinda de praticantes de outras cidades é importante. “O intercâmbio com pessoas de outros lugares é bom, traz novidades como o jongo que poucos da nossa região conhecem.”

Programação - Hoje, às 20h30, haverá uma grande aula de capoeira e roda de convidados na Praça Tom Jobim. Já a aula de jongo será amanhã, as 9 horas, no Centro Esportivo Robinho, e as inscrições custam R$ 15,00.

Às 14 horas, no Mirante da Ilha Porchat, haverá apresentações de capoeira e às 16 horas, no Tumiaru, a troca de graduação dos capoeiristas e uma apresentação de jongo estão programados. A entrada para essas apresentações custa R$ 2,00. A partir das 21 horas, no Robinho, um churrasco, por R$ 10,00, reunirá os participantes.

No domingo haverá uma roda de mestres na Vila de São Vicente, em frente à Igreja Matriz, às 9h30. E às 14 horas, no Robinho, um campeonato de canto e acrobacias. A taxa é de R$ 10,00.

2 de novembro de 2007

Ganhar é só um detalhe

Beatriz Franco, de Santos


Nadadora bicampeã dos Jogos das Indústrias, vice nos Jogos do SESI da Região Sudeste de 2006 e classificada para a edição de 2007. Mesmo com esses títulos, Thaís Helena Moderno Augusto, de 24 anos, considera a natação apenas um hobby.

Nos Jogos das Indústrias deste ano, na Capital, Thaís ganhou dois ouros nas provas de 50m peito e 50m costas. Com o resultado, se classificou para representar o Estado nos Jogos do SESI da Região Sudeste de 2007, nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, em Vitória, no Espírito Santo.

Patrocinada pela Fosfertil, empresa na qual trabalha como analista de materiais, Thaís nada desde os 3 anos, mas explica que ao decidir participar dos Jogos das Indústrias, em 2006, estava sem treinar há três anos.

Treino - Thaís, moradora da Encruzilhada, em Santos, é formada em tecnologia mecatrônica e cursa engenharia mecânica. Para ela, o nível dos Jogos das Indústrias foi bom, mas tinha poucos nadadores. “Seria melhor se mais pessoas tivessem participado.”

A nadadora vai começar a treinar na próxima semana e espera vencer os Jogos para se classificar para o Campeonato Brasileiro, que acontece em maio de 2008, em Manaus. Mesmo assim, Thaís afirma que não pretende nadar profissionalmente. “Eu quero ser engenheira, nadar é só um hobby.”

30 de outubro de 2007

Copa 2014 é nossa

Beatriz Franco

Foram anunciados hoje os países sede para o Mundial Feminino de Futebol de 2011 e para a Copa do Mundo de futebol masculino de 2014. Concorrendo contra o Canadá, a Alemanha foi escolhida organizadora da Copa Feminina, enquanto o Brasil, concorrente único, foi aceito para sediar o campeonato masculino de 2014.

Após o recebimento do material (um livro de 9 capítulos) contendo o planejamento e as intenções do Brasil para sediar a Copa e depois de visitar diversas cidades do país, analisando infra-estrutura, estádios e meios de transporte, a FIFA concedeu a responsabilidade de organização do maior evento esportivo do mundo ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira e ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Considerado o país do futebol, com a seleção 5 vezes campeã mundial, já tendo sediado a Copa do Mundo de 1950 e sendo o único concorrente à sede, seria quase impossível que a candidatura do Brasil não fosse aceita.
Fiquei feliz pela vitória, mas confesso que ainda tenho medo. Medo de que a estrutura não fique pronta a tempo, de que a desorganização, tão conhecida pelos brasileiros, prevaleça, de que a segurança não seja atingida a contento. Os jogos Panamericanos do Rio de Janeiro ocorridos este ano foram uma mostra de que é possível trazer grandes eventos para o país com organização, disponibilidade e empenho, mesmo sabendo que muitos problemas que ocorreram certamente foram ocultados pela organização e pela imprensa.
São 7 anos e alguns meses até a festa de abertura da Copa. Segundo a delegação que defendeu o Brasil diante da FIFA, é tempo suficiente para reforma e construção de estádios, melhoria em infra-estrutura de hospedagens, meios de transporte e orientação para os turistas. Torço para que tudo dê certo e para que possamos ver nossa seleção ser campeã aqui, para que meu medo não seja confirmado depois desse tempo.

28 de setembro de 2007

Jogando de salto

Beatriz Franco

Atendendo a pedidos, e também porque não tinha como não falar, esse espaço hoje é dedicado à seleção feminina de futebol. Dedicado ao “cala boca Estados Unidos” dado pelas meninas na última quinta-feira. Um jogo que fez com que as americanas tivessem que apelar para o que haviam acusado as brasileiras de fazer, serem desleais, só conseguindo pará-las com faltas.

Marta foi um show à parte como sempre, encerrando o jogo com uma classe digna de qualquer mulher, fazendo com que a torcida chinesa ensaiasse um grito do seu nome. Mas o resto da equipe não deixou por menos. A seleção mostrou um entrosamento e uma categoria que conseguiu três coisas inéditas: a primeira vitória sobre os Estados Unidos em uma partida oficial; a chance de serem campeãs mundiais pela primeira vez; e a promessa da CBF de fazer uma Copa do Brasil feminina ainda este ano.

Depois do show da equipe feminina, a CBF anunciou que, com o apoio do Ministério do Esporte, vai promover, no final de outubro, a primeira edição da Copa do Brasil feminina. Nas próximas semanas deve ser confirmado o número de times participantes e como funcionará o campeonato. É esperar pra ver.

Para completar a alegria da mulherada, a equipe feminina do Santos já passou pelo primeiro jogo da final do Paulistão. 3 a 1 em cima do Jaguariúna. Sábado às 15 horas, no Ulrico Mursa, tem o segundo jogo. Se essa Copa do Brasil sair, esse time vai dar trabalho.

Há tempos não há um fim de semana tão produtivo. Mas esse promete!

18 de setembro de 2007

Futebol Feminino

Beatriz Franco

Ao contrário do que tem acontecido com a equipe masculina do Santos, o time feminino está dando um show no Campeonato Paulista.

Depois de chegar às semifinais com a melhor campanha do Campeonato, as meninas estão a um passo da final para conseguir um título inédito do clube.

Classificado em primeiro lugar no grupo, o Santos venceu a primeira partida fora de casa na semifinal contra o São Bernardo por 3 a 0 e agora aguarda o adversário para a partida de volta.

Por causa dessa vitória, no próximo jogo as meninas terão a vantagem de poder perder por três gols de diferença e mesmo assim chegar à final do Campeonato.

Se a equipe confirmar o favoritismo, fará a final com vencedor de Jaguariúna e Botucatu FC. No primeiro jogo dessa semifinal o Jaguariúna venceu por 5 a 2.

O segundo jogo da semifinal entre Santos e São Bernardo acontece no próximo dia 22, às 15 horas, no CT Rei Pelé. Jaguariúna e Botucatu se enfrentam no mesmo dia e horário no Estádio Tancredo neves, em Jaguariúna.

Mais uma prova que estamos entendendo mais de futebol do que os homens.

28 de agosto de 2007

Luto

Beatriz Franco

Morreu hoje (28/08/2007), às 11h30min, Antonio Puerta, jogador do Sevilla, da Espanha. Após sentir-se mal e desmaiar duas vezes (uma em campo e outra no vestiário) na partida do último sábado, o jogador sofreu uma parada cardiorrespoiratória e foi levado ao hospital da cidade. Seu quadro piorou muito e segundo boletins médicos a causa da morte foram falência múltipla dos órgãos e encefalopatia. Pelo último boletim divulgado antes de sua morte, Antonio Puerta sofria de dificuldades por falta de oxigenação no cérebro.

Puerta, Serginho (São Caetano), Miklos Fehér (Benfica), Marc-Vivien Foé (Camarões). Casos diferentes, doenças diferentes, nenhuma cobrança.

Avaliação física incompleta, excesso de treinamento, falta de acompanhamento médico para doenças que vão além das causadas pelo esporte.

Quantos mais vão precisar morrer para os dirigentes do futebol mundial tomarem uma atitude e cobrarem mais controle dos clubes e seleções?

(Fonte: Portais Globo e UOL)

27 de agosto de 2007

Dinheiro ou qualidade

Beatriz Franco

O editor de esportes da Folha Online, Eduardo Vieira da Costa, disse em seu blog na última sexta-feira que o Brasileirão de 2007 é um dos piores dos últimos anos. “Não existe nenhum time que dê gosto de ver jogar”, disse ele.

Tenho só 20 anos, não acompanhei tantos campeonatos assim, mas tenho que concordar. Nunca vi um campeonato tão chato de ser assistido. Times medianos, jogos feios, jogadores sem vontade. E não sou a única, já ouvi vários torcedores dizerem que estão sem vontade de assistir ao campenato.

Tão ruins que os próprios jogadores assumem. Os jogadores Felipe, goleiro do Corinthians e Vampeta, volante do mesmo time, lembraram à torcida, que cobrava melhores resultados, de que há jogadores que não podem ser cobrados. Nas palavras de Felipe: “Não se pode cobrar de quem não pode render. Tem de cobrar apenas de quem tem condições de ser cobrado”. Além disso, o goleiro também frisou que o time é limitado e sabe das suas limitações.

Quando chega ao ponto dos jogadores pedirem para não serem cobrados pois sabem que alguns não tem condições de render, é porque realmente tem algo errado. Parece que cada vez mais o futebol só é tratado como negócio, a beleza e emoção do esporte são deixados de lado.

20 de agosto de 2007

Previsão

Beatriz Franco

Dentro de quatro anos o futebol feminino do estado de São Paulo deve ter competições de categorias de base, além de um Campeonato Paulista mais desenvolvido. Essa informação, divulgada por Israel Stroh no site da Federação Paulista de Futebol (FPF), foi dada pelo presidente da FPF, Marco Pólo Del Nero.

O plano é de que em quatro anos tenhamos campeonatos sub-15, sub-17 e sub-20 de futebol feminino. Daqui a quatro anos? Bom, apesar do futebol ter aparecido na Inglaterra por volta do século XVII e do futebol feminino ter sido registrado mundialmente a partir de 1980...é...ainda está em tempo do país do futebol abrir espaço para esse esporte feminino.

O Brasil é conhecido como o país do futebol. Estados Unidos, China e Alemanha já são potências do futebol feminino e todas já foram campeãs da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

A seleção de futebol feminino foi campeã no último pan-americano, ao contrário da seleção masculina que foi a vergonha já sabida. As jogadoras continuam sendo chamadas de “sapatão”.

Pelé, o maior jogador do mundo, disse que Marta, da seleção feminina, é o “Pelé de saias”. E eu continuo ouvindo a piadinha de que mulher tem pés pequenos pra ficar mais perto da pia.

Quem sabe daqui a quatro anos...