Beatriz Franco, de São Vicente
“Só agora estou entendendo a situação. É uma emoção e uma responsabilidade muito grande.” Esta é a descrição do professor de caratê Kazunori Yonamine para a sensação de chegar ao 9º Dan, a segunda maior graduação do esporte no Brasil.
Nascido em Okinawa, no Japão, e há 47 anos no Brasil, Yonamine credita essa homenagem à dedicação com que vem praticando o caratê na Baixada Santista. “Para alcançar um grau deses é preciso trabalhar muito pelo esporte, conhecer a cultura do caratê no Japão.”
O professor é o segundo do País a atingir um grau como esse. O único superior a ele foi seu professor, o mestre Yoshihide Shinzato, que chegou ao 10º Dan. Para alcançar essa graduação é necessário ser indicado por outros esportistas do mesmo nível no Japão.
Yonamine veio para o Brasil na época das primeiras imigrações japonesas e conta que começou a lutar caratê por incentivo de um mestre que veio com ele do Japão.
Segundo ele, os jovens alunos são muito dedicados, mas a maior dificuldade deles é entender e conhecer a cultura japonesa, pois nenhum conhece o país ainda.
Por esse trabalho realizado com os jovens
“No futebol de salão, por exemplo, você vê vários pais esperando uma vaga para seus filhos, mas nas artes marciais não.”
Para ele, é preciso um exemplo na mídia para atrair os jovens, “o judoca Rogério Sampaio trouxe muitas crianças, mas agora só querem saber do Ronaldinho”.