27 de fevereiro de 2008

"Balada" com raquete

Beatriz Franco, de Santos

Um atleta da região fará parte da equipe que vai representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de tênis de mesa juvenil, em março, na Argentina. Renan Wiest, que é de Santos, mas joga por Guarujá, começou como vários atletas renomados. Com apenas 17 anos, Renan já possui vários títulos e todo seu tempo é mais voltado para os treinos do que para a família e os amigos.

“É complicado arrumar tempo para tudo, principalmente quando tinha a escola. Os treinos sempre vêm na frente da balada. Mas vale a pena, os resultados depois compensam tudo”, explica Renan, que terminou o Ensino Médio ano passado e pensa em cursar Educação Física.

O jovem mesatenista afirma que essa oportunidade na equipe juvenil é muito importante, especialmente por ter conseguido voltar à Seleção. “Eu sempre conseguia a vaga, mas de repente comecei a bater na trave, não conseguia por pouco. Mas agora sim, estou feliz por estar de volta.”

Família – O apoio da família também foi primordial para Renan. No começo, tudo era pago do bolso dos pais, pois os equipamentos do esporte são muito caros. “As raquetes profissionais custam R$ 300,00, R$ 500,00, mais os tênis especiais, o uniforme. Não sai barato.” Segundo ele, agora os patrocínios ajudam, mas ainda não é o suficiente. “O tênis de mesa não é um esporte muito procurado para investir porque não é notícia, mas quando se fala em títulos, nós conseguimos mais do que o basquete, por exemplo.”

Apesar dessas dificuldades, o atleta está confiante nos bons resultados e feliz pelo sucesso que tem conseguido em Guarujá. “Venho treinando bem, tenho chances. O melhor é que o tênis de mesa virou uma surpresa em Guarujá, temos tido incentivo. Agora temos qualidade para disputar e ser campeões.”

11 de fevereiro de 2008

Sorte, eficiência e tabu

Beatriz Franco, de Santos

O jogo estava empatado, caminhava para seu final e Kleber pereira teve três chances seguidas de dar a vitória ao Santos. Desperdiçou todas. No lance seguinte, Carlos Alberto contou com a sorte e garantiu a vitória para o São Paulo, por 3 a 2, ontem à tarde no Morumbi.

Com isso, um tabu de 8 anos foi mantido. Desde 2000 o Tricolor não perde para o Peixe pelo Campeonato Paulista. Em sete jogos, foram quatro vitórias e três empates. Com o resultado, o time do Morumbi pulou para o 3º lugar, com 16 pontos, enquanto o Alvinegro caiu para 16º, com apenas 8.

O jogo foi recheado de polêmicas, mas foi muito bom, talvez o melhor do campeonato. Foram vários gols perdidos dos dois lados. Nos primeiros 10 minutos, o São Paulo dominou o jogo, mas foi o Peixe quem abriu o placar, partindo para o contra-ataque com um lançamento de Carleto para Kleber Pereira, que fez seu primeiro gol em clássicos com a camisa do santos. Mas a vantagem não durou muito. Aos 18, o São Paulo empatou com gol de Fábio Santos, de cabeça, após cobrança de falta que Fábio Costa fisou só olhando.

No fim do primeiro tempo, Domingos quase fez um contra, ao tentar desviar a bola e cabecear na trave. Essa sorte, no entanto, não durou muito. Aos 3 minutos do segundo tempo, em outra cobrança de fala, Juninho mandou a bomba e Fábio Costa falhou mais uma vez.

Esquentou – As oportunidades continuavam surgindo para os dois lados, quando Alemão arrancou em contra-ataque e cruzou na medida para Rodrigo Souto cabecear e empatar.

Apesar da chuva que caía no Morumbi, o jogo pegou fogo no fim. Kleber Pereira ficou na cara de Rogério Ceni em três oportunidades e perdeu todas. No último lance, tentou driblar Miranda, que bateu com o braço na bola. O juiz não marcou pênalti, a jogada seguiu e Carlos Alberto contou com um desvio de Domingos para dar a vitória ao Tricolor, aos 41 minutos. O clássico ainda teve duas expulsões: Adriano, que deu uma cabeçada em Domingos, e Tabata, por reclamação.

Agora é a vez delas nas quadras de futsal

Beatriz Franco, de Praia Grande

Um esporte pouco divulgado está dando o que falar. O time de futsal feminino da Associação Atlética de Praia Grande fez grande sucesso em 2007, sendo a equipe mais vitoriosa da Cidade na temporada.

As atletas foram campeãs estaduais, tricampeãs do Troféu Piratininga, vice nos Jogos Regionais, nos Jogos da Juventude e no Campeonato Paulista, além de terem ficado em 3º lugar nos Jogos Abertos Brasileiros. Tudo isso com uma equipe de atletas entre 16 e 18 anos, que faz parte da Associação de Praia Grande há apenas um ano.

E se engana quem pensa que o trabalho das meninas é amador. O técnico do time, Fernando César Boleli, explica que o grupo começou competindo somente na região, mas com as conquistas, conseguiu participar de campeonatos estaduais. “Conseguimos atrair investidores e agora temos estrutura para jogar. A maioria das meninas recebe salário, temos preparador físico, treinadora de goleiras, massagistas. E já existem até alguns times interessados nas jogadoras.”

Boleli ressalta que, apesar da pouca divulgação, o futsal feminino tem conquistado fãs em Praia Grande. “Graças ao trabalho, o público gostou e nos Jogos Abertos do ano passado tivemos 3.000 pessoas assistindo. A divulgação não é como a esperada, mas conseguimos nos valorizar.”

A capitã do time, Jenifer Souza Souto, se diz muito feliz com os resultados por terem enfrentado times muito fortes e saindo vitoriosas mesmo assim. A jogadora explica que anda existe preconceito com relação ao futsal feminino, mas aos poucos isso vem mudando. “Tem preconceito, mas os Jogos Abertos foram o maior exemplo da mudança. Mesmo perdendo, nós saímos de quadra aplaudidas.”

Com todo esse incentivo, o plano da equipe para este ano é manter o grupo, conseguir mais reforços e treinar forte para conquistar mais campeonatos e agradar o público.

5 de fevereiro de 2008

Nova chance de ouro

Beatriz Franco, de Santos

“Nosso objetivo não é empresariar, é formar os jogadores em todos os sentidos.” Essa idéia é o ponto forte do projeto realizado pelos técnicos Júlio César Alves e Denis Muniz, que tem renovado as esperanças de jovens que tentam uma chance no futebol profissional. Os dois montaram a ONG União Jovens Craques, que reúne os garotos dispensados por clubes da região.

“Todos os clubes montam times de base, mas depois, por algum motivo, as equipes são desmontadas e os garotos dispensados. Isso, para quem está começando, é frustrante. Por isso resolvemos montar a ONG e treinar esses jogadores”, explica Júlio César, que, junto com Denis, é responsável pelas categorias sub-9 e sub-11 da Portuguesa Santista.

Mas para o objetivo do projeto dar certo não basta ser bom jogador. Os garotos têm que estudar e tirar boas notas. “Todos aqui querem jogar futebol e nós também queremos isso, mas eles também precisam conhecer outras coisas e pensar no futuro. E para isso, têm que estudar sempre”, enfatiza o técnico.

Apesar de recente, a equipe, que conta com 43 atletas, já começa a colecionar títulos. Foi campeã da Copa Amigos do Futebol e do Campeonato Sul-Brasileiro, que reúne as principais equipes do País na categoria. E quer mais. “Nossos próximos desafios são o Paulista sub-15 e sub-16 em março e agora vamos até para o futsal, disputando a Copa Aberta Expresso Popular. Temos vários jogadores que já jogaram no salão”, diz Júlio.

Com os bons resultados do time, a ONG quer agora comprar uma casa que serviria de alojamento para jogadores de outras cidades, mas por enquanto espera o apoio de patrocinadores da região para concluir o projeto. “Daqui pra frente é só melhorar. Já estamos tendo retorno ao trabalho feito e esse é o nosso melhor resultado”, finaliza Júlio César.

Garotos da ONG já são procurados por grandes clubes

Prova dos resultados que a ONG União Jovens Craques tem conseguido são os jogadores Caio Muller e Yuri Salaro. Com apenas 14 anos, os dois já foram chamados para um período de testes em clubes importantes de outros estados.

Caio e Yuri já haviam passado por outros clubes de Santos e foram dispensados, até que conheceram o técnico Júlio César, que os levou para o União. “Me destaquei aqui, aprendi mais e principalmente aprendi a me controlar, porque era muito briguento. O professor Júlio conversou comigo e agora eu até separo as brigas”, relembra Yuri, que é de São Vicente e agora está indo para o Goiás fazer testes.

Caio explica a importância de participar dos campeonatos para serem vistos. “Foi na final do Sul-Brasileiro que um olheiro do Atlético-MG me viu e fez proposta de ir para o clube. Agora são 10 dias para treinar com o time e ver se eu fico por lá.”

4 de fevereiro de 2008

Trabalho forte é a onda de Caio

Beatriz Franco, de Santos

Muito treinamento. É nisso que o surfista Caio Ibelli, de apenas 14 anos, aposta para brilhar nesta temporada.

O ano para ele já começou muito bem. Ele conquistou dois títulos do Lui Lui Guarujaense de 2007, cuja última etapa foi realizada apenas no início de janeiro por falta de ondas. Caio foi campeão nas categorias mirim e iniciante e ainda foi o 3º na júnior.

“Minha força de vontade ajudou. Isso foi fruto de muita dedicação. Foi difícil porque temos menos ondas no verão, mas estava confiante e fiz um bom campeonato”, comemora o surfista.

Caio começou a praticar com 3 anos de idade junto com seu pai, as praias de Ubatuba, em São Paulo e foi com o incentivo desse pai que começou a competir. “Ele falou para eu tentar, para me divertir primeiro, aí a gente Cia no que dava. Até que começou a dar certo e investi mesmo nisso.”

Treinamento – Apesar da pouca idade, Caio treina como gente grande. Vai para a praia todos os dias de manhã e fica mais de 3 horas na água tentando manobras novas e aperfeiçoando as antigas. Além disso, este ano está fazendo exercícios e se preocupando mais com a preparação física. “É muito importante ter o equipamento certo também, porque um campeonato você perde em 15 minutos. No lui lui, comecei com uma prancha nova e não conseguia fazer as manobras, mas quando voltei com a minha antiga, deu tudo certo.”

Para começar bem a temporada 2008, Caio foi para o Havaí treinar para os primeiros campeonatos. Os próximos desafios do surfista são o Rip Curl, que terá sua etapa final no Guarujá, e o Campeonato Brasileiro. Os dois acontecem no fim de fevereiro, em Salvador.