14 de fevereiro de 2015

O que Suits tem me ensinado

Eu estou numa fase da minha vida na qual penso muito no futuro, na vida profissional e pessoal, nos caminhos que tenho seguido e aonde quero que eles me levem. No meio disso tudo, comecei há cerca de um mês a assistir uma série nova: Suits (Tks, Jairo! ;-)). É sobre o dia-a-dia em um escritório de advocacia em Nova Iorque e a relação entre um associado que não entrou na empresa da maneira mais correta e seus colegas.

Independentemente de qualquer coisa, sugiro que assista. É excelente e vai prender sua atenção de uma forma impressionante.

Mas ela não é somente divertida e emocionante e tem atores e figurinos lindos (love u, Harvey). Além disso, ela também traz alguns questionamentos e pensamentos muito relevantes que acho válido trazer pra nossa vida. Cada um compreende as mensagens de acordo com a sua necessidade no momento, então aponto abaixo a minha compreensão da série até agora que terminei a terceira temporada (Netflix, suba a quarta de uma vez, pelo amor de Deeeeeeus!). Sim, alguns podem ser bem óbvios e eu mesma já sei deles há um tempo, mas às vezes é bom que eles sejam jogados na nossa cara novamente.

– Você pode ter muito dinheiro e, sim, isso vai te fazer feliz em vários setores da sua vida. Mas, se não tiver consciência de que só isso não basta, sempre haverá um vazio.

– Para alcançar um nível profissional no qual você tem liberdade de opinião, de horários e financeira, meu filho, rala! Nem sempre vai ser fácil e algumas coisas muito boas terão que esperar, mas hey, nobody said it was easy, right?!

– Sabe essa informação de cima? Se você for mulher, prepare-se para ralar bem mais. E, ainda assim, ter que ouvir uma vez ou outra que você só chegou nesse lugar porque tem peitos, usa roupa provocativa ou dormiu com alguém. É uma merda, mas ainda é uma realidade que estamos tentando mudar.

– Por melhor ser humano que você seja, ninguém faz tudo 100% certo 100% do tempo. Todo mundo faz cagada, consciente ou inconscientemente. Cabe a cada um saber lidar com isso, conhecer o seu limite e tentar consertar os erros sempre que possível. E quando não for possível, perdoe-se. Faz parte.

– Relacionamentos interpessoais são muito difíceis – MUITO! Em especial entre homens e mulheres. Não importa se profissional ou pessoalmente. E a única maneira de conviver bem com isso sem ser um imbecil ou morrer sozinho é manter o respeito, a honestidade, a confiança e a calma. Conversas são sempre – SEMPRE – a melhor opção antes da briga. Dê a chance da outra pessoa se explicar antes de jogar o copo na parede. Lembre-se da regra de cima: todo mundo faz cagada.

– A grama do vizinho é sempre mais verde. E sempre será! Isso acontece porque nós não sabemos as pragas que existem embaixo daquela grama ou quanto corante foi usado nela. Só conhecemos os nossos passos, os nossos erros e os nossos medos. Por mais inveja (sim, é essa a palavra e todo mundo sente em algum momento) que o trabalho ou a vida do outro nos dê, é preciso respirar e ter consciência de que você provavelmente não seria tão bom assim se estivesse no lugar dele. E ele não seria tão bom no que você faz também. Por mais legal que eu ache ver o Harvey acabando com os outros no tribunal, não é minha praia. Da mesma forma que ele provavelmente não escreveria ou traduziria tão bem quanto eu ;-). Pare de olhar pro lado, dedique-se ao que você é bom, ao que te faz bem e a paz interior volta pra você.

– Não importa se você trabalha no melhor escritório de Nova Iorque ou no café da esquina da sua casa, sempre haverá imbecis tentando te derrubar. Seja superior e lide com isso sem se rebaixar.

– E por fim, por melhor que você seja no seu trabalho ou por mais feliz que seja no seu relacionamento, não é possível vencer todas as vezes. Shit happens! Lembre-se dos momentos bons quando os ruins acontecerem e siga em frente.