27 de dezembro de 2009

Alimentos Poderosos

Beatriz Franco, de Santos
Calor, comidas pesadas, crianças de férias, organização das festas de fim de ano. E, além de todas essas atividades extras, ainda é preciso cumprir as tarefas de casa e trabalhar. Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo deixa qualquer pessoa esgotada. 
Para repor as energias e renovar o ânimo depois de tantas atividades, especialistas em nutrição dão dicas de alimentos revigorantes. Alertam, ainda, para outros que devem ser evitados porque acabam prejudicando a saúde ou têm pouco efeito benéfico no organismo. Segundo o nutrólog João Santos Caio Júnior, de São Paulo, existe uma série de substâncias que dificulta o processo digestivo. 
Durante a digestão, o fluxo sanguíneo fica voltado para esse trabalho, o que diminui o envio de energia para o resto do corpo. Quanto mais pesado for o alimento, mais tempo será gasto nesse período. A nutricionista Ingrid Miria Frare, da Atenta Consultoria e Assessoria de Nutrição, de Santos, explica que, depois das festas de fim de ano, o ideal é tomar muito líquido, como sucos naturais, chás e água, de preferência, e fazer refeições bem leves com saladas e arroz integral. "É preciso dar um descanso para o organismo depois de tanto abusar dele". 

Alimentos que geram energia

- Grãos e sementes: Nozes, castanhas, milho, ervilhas e amêndoas estão no topo da lista dos alimentos geradores de energia. Por serem sementes, são naturais e contêm vários nutrientes, por isso são de fácil digestão e absorvidos rapidamente pelo organismo. 

- Mel: Além de ter energia vital, o principal benefício do mel, segundo o nutrólogo Caio Júnior, é o fato de o alimento cair diretamente na circulação sanguínea. Por não passar pelo processo de digestão, vai logo para o organismo dando bastante energia. Se misturado com pão integral ou grãos, aumenta seu poder energético. 

- Iogurte Natural: Diferentemente do leite e dos laticínios que podem trazer dificuldade na digestão, o iogurte é um grande amigo do sistema digestivo. Os lactobacilos presentes nos alimentos quebram as moléculas de lactose, fazendo um trabalho de pré-digestão.
- Brócolis: É abundante em antioxidantes, como vitamina C, e rico em fibras que auxiliam na digestão e na redução do colesterol. O ideal é que seja consumido cru ou levemente cozido, pois quando fervido perde algumas propriedades. 

- Peixes de superfície: Badejo, tainha, sardinha e dourado são alguns dos ideais para consumo. São os peixes de escama que ficam na superfície da água e, por isso, não se alimentam dos detritos encontrados no fundo do mar. São leves e de fácil digestão.
Alimentos que roubam energia

- Açúcar branco: É o maior "ladrão" de energia entre os alimentos. Segundo a nutricionista Ingrid Frare, a cana de açúcar tem muitos nutrientes e o caldo é cheio de vitaminas e minerais. No entanto, depois de processada para fazer o açúcar branco refinado, o caldo da cana perde os nutrientes e vira uma caloria vazia, precisando de outros alimentos para complementar. 

- Frituras: A maioria das frituras é feita em óleo com temperatura acima de 160°C, o que forma compostos difíceis de serem digeridos e retira nutrientes dos alimentos. O amido da batata, por exemplo, não fica disponível depois da fritura, piorando o trabalho do sistema digestivo. 

- Carne vermelha: É um dos alimentos que traz mais dificuldade para o trabalho digestivo. Devido às fibras e gorduras, o estômago leva mais tempo para quebrar as proteínas da carne. Isso causa lentidão no funcionamento do organismo, gerando sensação de cansaço e desânimo. 

- Álcool: As bebidas alcóolicas têm um processo digestivo parecido com o da carne vermelha. Segundo Ingrid, o organismo não consegue processar o álccol e outros alimentos ao mesmo tempo, deixando todo o metabolismo mais lento e, consequentemente, gerando uma queda de energia. 

- Sucos em pó: Muito consumidos no verão, devido ao forte calor, os sucos em pó são enganadores. Eles contêm açúcar branco, moléculas artificiais e muitos conservantes e enganam o organismo, dando sensação de que a sede foi saciada. "Não é um alimento e dá um trabalho inútil, pois o organismo absorve, digere e joga fora, já que nada pode ser aproveitado", explica Ingrid.