6 de novembro de 2008

Foi radical e inédito

Beatriz Franco, de São Vicente

Duraram apenas cerca de oito segundos os saltos dos pára-quedistas Sérgio Costa e Waldemar Dias Martins Neto, mas a emoção do momento valeu por muito mais tempo. Os dois fizeram ontem o primeiro salto de base jump com pára-motor na região. Esse equipamento leva os saltadores até a altura desejada, sem que seja preciso pular de uma aeronave ou de um objeto fixo. A decolagem aconteceu na Praia do Itararé, em São Vicente.

Costa saltou de 850 metros de altura e usou uma roupa especial que, com o ar, forma asas nos braços e nas pernas. Isso permite que o pára-quedista consiga aumentar o tempo de permanência planando. Ele salta há cerca de quatro anos, mas está mais acostumado a pular de montanhas mais altas fora do País, consideradas mais difíceis, mas estava feliz com o resultado da experiência de ontem. “É incrível a sensação. Não tem como explicar o que é, o que sente. Só provando pra saber. É muito bom.”

Já Neto, que pratica o esporte desde 1999, saltou de uma altura um pouco menor, 400 metros, e abriu o pára-quedas bem perto do chão para aproveitar melhor o salto. “A gente aumenta o tempo de queda livre quando demora mais para abrir, além disso, nossos equipamentos estão preparados para acionar imediatamente.”

Sincronia – O objetivo deles era saltar ao mesmo tempo, tanto que cada um levou uma câmera em seus capacetes para tentar filmar o salto do outro. Mas um problema na comunicação via rádio acabou atrapalhando os planos. “Eu não vi ele saltar, só percebi depois, por isso acabei demorando mais, mas deu tudo certo”, explica Neto. “A sensação é indescritível, não tem o que falar.”