Beatriz Franco, de Bertioga
Socos, sacos de areia, treinos e luvas nada têm a ver com as maravilhas de um namoro, certo? Não quando se trata de Naiane Lamel Santana e Marcelo Sampaio. O casal se conheceu há quatro anos em uma academia de boxe e continua junto até hoje, entre socos, beijos e os cuidados com o filho Riquelme, de 1 ano e 3 meses.
Naiane, 18 anos, sempre gostou de boxe, quis começar a treinar aos 11 anos, mas a academia só aceitava alunos a partir dos 14. passou um mês fazendo judô e jiu-jitsu, mas não era o que queria. Na idade certa começou a treinar, mesmo contra a vontade da mãe.
Marcelo, 20 anos, jogava futebol, mas cansado de ser xingado pelos amigos por ser muito ruim, aceitou o convite da irmã e foi aprender boxe. Nem o fato de ter perdido um dente na primeira luta o fez desistir. Era o destino trabalhando.
Hoje, além de morarem junto no bairro Vista Linda, em Bertioga, Marcelo e Naiane também treinam e participam de competições juntos. Os dois conquistaram medalhas de bronze nos jogos Abertos do Interior este ano, em Piracicaba, representando a cidade de Praia Grande, já que Bertioga não participou da competição. Ela luta na categoria até 52kg e ele até 64kg.
Mesmo com a convivência, os dois garantem que as lutas ficam apenas na academia. “Resolvemos tudo com uma boa conversa”, explica Marcelo. Também é por parte dele que partem as maiores cobranças. “Eu presto muita atenção nos treinos e nas viagens pra aprender, então procuro ajudar ela, dar umas dicas.”
E pelo jeito a paixão pela luta é genética, já que o filho Riquelme, apesar do nome de boleiro, adora uma luva de boxe. “Teve até uma luta que ele estava na platéia, se estranhou com um menino do lado e deu um soco nele. O garoto até caiu”, conta, aos risos, Marcelo.
Sonho – Agora, o casal já planeja o futuro no esporte. “Quero ser campeã mundial e ganhar muito dinheiro”, deseja Naiane. Já Marcelo é bem otimista. “Já vi muitos desistirem, mas pra mim o boxe não pode ser