Beatriz Franco, de Santos
Basta não tomar gols. Esse é o principal objetivo da equipe feminina do Santos, que disputa hoje a última partida da final da Copa do Brasil com o Sport. Depois de vencer o primeiro jogo por
De acordo com as estatísticas a tarefa será fácil. Invicto no campeonato, o Santos venceu os oito jogos que disputou, marcou 25 gols e sofreu 4, tendo uma das defesa menos vazadas da Copa. Com isso, o setor de maior importância hoje será a defesa.
Apesar de confirmar a responsabilidade, a zagueira Aline Pellegrino lembra que a marcação precisa ser feita por todo o time. “É uma pressão que recai sobre a zaga, mas é um todo. Então, a gente vai precisar que essa atenção , essa marcação comece do ataque.”
Quem confirma esse apoio do time é a zagueira Calan, que esteve disputando o Mundial Sub-20 com a Seleção Brasileira e voltou apenas nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Para ela, a vantagem do Santos é a união das atletas. “É difícil a gente jogar defensivamente. Nosso time é muito compacto. Até porque o ataque marca, o meio marca, a zaga e as laterais marcam. A gente vai sair pra cima delas.”
A goleira Kaká diz que a vantagem é positiva, mas que o time vai entrar para vencer o jogo. “Independentemente da vitória, a gente tem que chegar lá com a mesma força e até mais para sair com a vitória e não tomar gols.”
Para o técnico Kleiton Lima, justamente por terem a vantagem, as atletas terão que agüentar a pressão das adversárias, que precisam fazer pelo menos dois gols para levar a decisão para os pênaltis. “A gente sabe que elas vão vir se atirando para cime, mas nós estamos preparados para enfrentar o Sport e fazer um bom trabalho para sermos campeões.”
Time superou resultados do ano passado
Na 2ª edição da Copa do Brasil de Futebol Feminino, o Santos saiu da péssima campanha em 2007, sendo desclassificado na primeira fase pelo Botucatu, para o campeonato quase garantido neste ano.
Segundo o técnico Kleiton Lima, a principal diferença é que na primeira fase do campeonato de 2007 o time caiu numa chave difícil, com as principais equipes do estado, o que não aconteceu este ano.
Mas, mesmo com toda a alegria de chegar à final, uma coisa que incomoda ao técnico e às jogadoras é não terem jogado na Vila Belmiro na Copa. Depois do Brasileiro masculino, o estádio entrou em reforma. “A gente fica um pouco triste, mas entende a diretoria”, lamentou Lima.
Para Aline Pellegrino, o mais importante agora é contar com a torcida. “Independentemente do campo, o apoio da torcida é o que dá o clima de final.”