23 de dezembro de 2008

Ele sobe no ringue e não faz vento

Beatriz Franco, de São Vicente

O pugilista baiano, radicado na Baixada Santista, Carlinhos Furacão somou mais uma vitória e um nocaute em seu cartel, neste domingo. O atleta venceu o paraguaio Feliciano Azuaga e conquistou o cinturão Fedebol da categoria pena da Associação Mundial de Boxe. A luta aconteceu no Ginásio Robinho, em São Vicente.

Agora, Furacão soma 23 vitórias em 24 lutas, sendo 18 por nocaute e deve aparecer no próximo ranking mundial da Associação entre os 15 primeiros da categoria até 57,1kg. “Este cinturão tem a mesma importância para mim que todos os outros, mas um gostinho especial por causa do ranking que me dará mais chances no mundial”, explica Furacão.

Apesar do nocaute, Carlinhos Furacão afirma que a luta foi difícil, pois o adversário é muito bem preparado, com quase 100 lutas na carreira, mas que havia treinado para alcançar esse resultado. “Eu vinha treinando forte, me preparei muito bem para essa luta e conquistei o que queria. Não quero subestimar o adversário, mas entro pra vencer”, conta o boxeador que encerrou a luta por nocaute técnico no sexto round, depois de derrubar o adversário paraguaio três vezes no mesmo assalto.

O boxeador explica que apesar de seu objetivo ser sempre ganhar as lutas, o nocaute não é a intenção principal. “Não busco o nocaute, ele acontece naturalmente, é conseqüência da preparação.”

O pugilista agora está de folga até o começo de janeiro, quando voltará a treinar para outra luta marcada para fevereiro, mas ainda sem adversário definido. “No ano que vem vou batalhar pelo sonho de qualquer boxeador, que é participar do Mundial, no fim do primeiro semestre. Não sei ainda onde será, mas esta é minha meta.”