Beatriz Franco, do Guarujá
Marcos Paulo Andrade tem 17 anos e pratica tênis de mesa e caratê. Marcos José Silva, também conhecido como Pelezinho, tem 53 anos, dá aula de futsal para crianlas de Vicente de Carvalho, é técnico do time do Sindicato dos Funcionários Públicos de Guarujá e também treina caratê.
Além do nome, pai e filho também dividem a paixão pelos esportes. O envolvimento da família só não é maior porque a filha Marta, de 30 anos, precisa ficar em casa cuidando da mãe, Marilda, que está doente. “Mas elas ajudam arrumando as roupas e dando apoio”, explica o pai.
“Sempre gostei de futebol, mas achava o caratê muito bonito. Então, incentivei o meu filho a praticar.” Depois de um tempo aconteceu o inverso. Sendo sempre acompanhado pelo pai nas aulas, foi a vez de Marcos Paulo sugerir que ele participasse dos treinos. “Hoje a gente treina junto. Eu treino há 11 anos e ele só há três. Então, eu ensino algumas coisas pra ele.”
E, com certeza, os dois têm muito a ensinar para todo mundo. Pela paixão pelo esporte, pai e filho, moradores do Pae Cará, em Vicente de Carvalho, treinam
Mesmo assim, Pelezinho não abandona seus times de futebol, continua treinando cerca de 50 garotos moradores do bairro e os colegas do Sindicato. Além disso, ainda arruma tempo para trabalhar na Prefeitura da cidade e ir à igreja. “Trabalho todos os dias. Aí, segunda, quarta e sexta vamos pro caratê, nos outros dias treino o futebol e no domingo vou à igreja de manhã e à noite.” Descanso? “Só domingo à tarde.”
Dificuldades – A única reclamação da dupla é não poder participar de mais competições. Marcos Paulo já foi convidade pela Federação Paulista de caratê para participar de campeonatos na Itália e na Romênia, mas não pode ir por falta de dinheiro. “Fiz até um livro de ouro, pedi para os amigos ajudarem, mas precisava de cerca de R$ 3 mil e só consegui R$
Ainda assim, pai e filho não desistem e comemoram o ano de 2008, em que ficaram em primeiro lugar no ranking da Federação paulista de Caratê Interestilos. “Foi uma no muito bom. As dificuldades são grandes, mas nosso amor pelo esporte é maior ainda”, completa o pai.