Beatriz Franco, de Santos
O período de chuvas que se aproxima pode trazer mais riscos à população do que as já anunciadas enchentes. Com muitos prédios antigos, os riscos iminentes de quedas de marquises e sacadas malcuidadas são grandes. Isso acontece principalmente no Centro e na orla da praia, nos bairros Gonzaga e Boqueirão.
A legislação municipal obriga os proprietários de imóveis a realizarem laudos periódicos sobre a estrutura das casas, mas essa norma nem sempre é cumprida.
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Edificações de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, antigamente as marquises eram feitas sobre a calçada, pois as casas não eram recuadas no terreno, o que trazia o risco de algum objeto que estivesse no parapeito da janela ser derrubado sobre os pedestres. No entanto, hoje essas marquises envelheceram e muitas não tiveram a manutenção necessária para evitar acidentes.
“Essas construções são feitas em balanço, ou seja, sem apoio nas pontas. A água das chuvas causa oxidação da estrutura, que gera outros problemas e a construção não aguenta”, esclarece o secretário.
Excesso de peso – Outro problema apontado por Gonçalves pode ser visto em um edifício na Praça Mauá, no Centro, na estrutura que fica sobre o Restaurante Mauá. O material que estava sendo utilizado em uma obra realizada no prédio é deixado sobre a marquise. “De jeito nenhum isso pode acontecer. A estrutura não foi feita para suportar esse peso, que ainda é intensificado com o acúmulo de água da chuva”.
Segundo o secretário, a única maneira de evitar os acidentes é realizar a manutenção das estruturas e emitir os laudos nos períodos corretos. Ele afirma que a fiscalização nos bairros é diária.
Os laudos têm prazos específicos de acordo com o tamanho e a idade da construção e devem ser realizados por um engenheiro civil contratado pelo proprietário do imóvel. Nele devem constar informações sobre a estabilidade da estrutura, se há riscos e qual intervenção deve ser feita.
Esse documento fica com o responsável pelo imóvel e deve ser apresentado nos casos de fiscalização. Caso não seja apresentado ou o laudo esteja vencido, o proprietário recebe uma intimação com um prazo para realizar a vistoria.
Outros casos – Em fevereiro de 2001, a marquise do Edifício José M. D’Almeida, sobre o Restaurante Independência, no Gonzaga, caiu. O acidente causou a morte de Hamilton Ramos de Jesus e deixou sete feridos.
Em maio de 2003, a marquise do Edifício Flórida, no Canal 2 com a Av. Presidente Wilson, ruiu e atingiu um carro e uma banca de jornais.
Em fevereiro de 2004, sacadas de dois apartamentos do Edifício Granville, no cruzamento da Avenida Washington Luiz com a Rua Azevedo Sodré, despencaram. Não houve vítimas.
Em maio de 2007, sacadas do Edifício Village, no Canal 4, também foram abaixo e atingiram a guarita do condomínio.
O período de chuvas que se aproxima pode trazer mais riscos à população do que as já anunciadas enchentes. Com muitos prédios antigos, os riscos iminentes de quedas de marquises e sacadas malcuidadas são grandes. Isso acontece principalmente no Centro e na orla da praia, nos bairros Gonzaga e Boqueirão.
A legislação municipal obriga os proprietários de imóveis a realizarem laudos periódicos sobre a estrutura das casas, mas essa norma nem sempre é cumprida.
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Edificações de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, antigamente as marquises eram feitas sobre a calçada, pois as casas não eram recuadas no terreno, o que trazia o risco de algum objeto que estivesse no parapeito da janela ser derrubado sobre os pedestres. No entanto, hoje essas marquises envelheceram e muitas não tiveram a manutenção necessária para evitar acidentes.
“Essas construções são feitas em balanço, ou seja, sem apoio nas pontas. A água das chuvas causa oxidação da estrutura, que gera outros problemas e a construção não aguenta”, esclarece o secretário.
Excesso de peso – Outro problema apontado por Gonçalves pode ser visto em um edifício na Praça Mauá, no Centro, na estrutura que fica sobre o Restaurante Mauá. O material que estava sendo utilizado em uma obra realizada no prédio é deixado sobre a marquise. “De jeito nenhum isso pode acontecer. A estrutura não foi feita para suportar esse peso, que ainda é intensificado com o acúmulo de água da chuva”.
Segundo o secretário, a única maneira de evitar os acidentes é realizar a manutenção das estruturas e emitir os laudos nos períodos corretos. Ele afirma que a fiscalização nos bairros é diária.
Os laudos têm prazos específicos de acordo com o tamanho e a idade da construção e devem ser realizados por um engenheiro civil contratado pelo proprietário do imóvel. Nele devem constar informações sobre a estabilidade da estrutura, se há riscos e qual intervenção deve ser feita.
Esse documento fica com o responsável pelo imóvel e deve ser apresentado nos casos de fiscalização. Caso não seja apresentado ou o laudo esteja vencido, o proprietário recebe uma intimação com um prazo para realizar a vistoria.
Outros casos – Em fevereiro de 2001, a marquise do Edifício José M. D’Almeida, sobre o Restaurante Independência, no Gonzaga, caiu. O acidente causou a morte de Hamilton Ramos de Jesus e deixou sete feridos.
Em maio de 2003, a marquise do Edifício Flórida, no Canal 2 com a Av. Presidente Wilson, ruiu e atingiu um carro e uma banca de jornais.
Em fevereiro de 2004, sacadas de dois apartamentos do Edifício Granville, no cruzamento da Avenida Washington Luiz com a Rua Azevedo Sodré, despencaram. Não houve vítimas.
Em maio de 2007, sacadas do Edifício Village, no Canal 4, também foram abaixo e atingiram a guarita do condomínio.